O Reino Unido concluiu o depósito de R$ 500 milhões no Fundo Amazônia, tornando-se o segundo maior doador da iniciativa. O anúncio foi feito pelo governo brasileiro, que destacou o aporte como um reforço significativo para ações de preservação e combate ao desmatamento na região. O fundo, gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financia projetos de monitoramento, fiscalização e desenvolvimento sustentável na Amazônia.
Com a nova contribuição, o Reino Unido ultrapassa a Noruega em volume de doações, ficando atrás apenas da Alemanha, que permanece como a principal financiadora do fundo. Os recursos serão destinados a iniciativas alinhadas com metas climáticas, como a redução de emissões de carbono e a proteção da biodiversidade. Desde sua criação, em 2008, o Fundo Amazônia já captou mais de R$ 3 bilhões em doações internacionais.
O governo brasileiro ressaltou que o aporte britânico reflete o compromisso global com a preservação da Amazônia, um dos biomas mais críticos para o equilíbrio climático do planeta. A região abriga cerca de 10% das espécies conhecidas no mundo e desempenha papel fundamental na regulação do clima, armazenando bilhões de toneladas de carbono. A retomada das doações internacionais ao fundo, paralisadas entre 2019 e 2023, sinaliza um novo ciclo de cooperação para a proteção ambiental.
Projetos apoiados pelo Fundo Amazônia incluem ações de comando e controle contra o desmatamento ilegal, além de iniciativas de bioeconomia e regularização fundiária. A expectativa é que os novos recursos acelerem a implementação de medidas para conter a degradação florestal, que atingiu níveis alarmantes nos últimos anos.
