Os ETFs de renda fixa — produtos que acompanham índices formados por títulos públicos — atingiram R$ 51 bilhões em ativos sob gestão no Brasil, consolidando uma trajetória de crescimento que surpreende até os analistas mais familiarizados com o setor.

O volume representa quase seis vezes mais do que o registrado anteriormente no segmento, evidenciando uma expansão expressiva e acelerada. E o fenômeno não se explica apenas pela taxa Selic elevada, embora ela seja um fator relevante no contexto de preferência do investidor brasileiro pela renda fixa.

O avanço ocorre em um cenário em que a renda fixa é apontada como um dos poucos segmentos a prosperar de forma consistente no país. A estrutura dos ETFs — que combinam a praticidade da negociação em bolsa com a exposição a títulos públicos — parece ter encontrado terreno fértil junto a investidores que buscam previsibilidade aliada à liquidez.