O dólar retomou a alta frente ao real no primeiro dia de julho, cotado a R$ 5,209, após o anúncio de sanções pelo governo dos Estados Unidos contra brasileiros com suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A moeda americana registrou valorização de 0,9% na sessão, mantendo o viés de alta de junho, quando já havia se valorizado 2,4%. O clima de incerteza também se refletiu na Bolsa, onde o Ibovespa teve sessão negativa.
O Departamento do Tesouro dos EUA formalizou as sanções contra dois brasileiros, três empresas baseadas no Brasil e uma empresa portuguesa sob a acusação de lavar dinheiro para a facção criminosa. As medidas restritivas atingiram o sistema financeiro ao expor uma falha regulatória local: entre as empresas penalizadas estão a Victory Trading e a Pixwave.
Apesar de serem descritas como fornecedoras de serviços financeiros, essas companhias não possuíam registro ou regulação do Banco Central (BC) para atuar no setor. A ausência de supervisão da autoridade monetária sobre essas operações evidencia vulnerabilidades no controle de fluxos de recursos no país.
Para o bolso do consumidor e do investidor, o movimento cambial dita custos. A alta do dólar encarece importações, viagens internacionais e pressiona a inflação, o que pode complicar o cenário de política monetária e juros. O impacto das sanções na confiança do mercado financeiro e na percepção de risco do país agora dependerá de como as autoridades brasileiras irão responder à atuação dessas empresas não reguladas pelo BC.
