O Banco Central cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (17), reduzindo-a para 14,25% ao ano. Foi a terceira redução consecutiva, em decisão unânime do Copom, alinhada às expectativas do mercado. Apesar do movimento, a taxa real — ajustada pela inflação — segue como a mais alta do mundo, segundo análise da CNN Brasil.
O corte ocorre em meio a um cenário de inflação ainda pressionada, incertezas fiscais domésticas e tensões geopolíticas no Oriente Médio. Embora o BC tenha avançado na desaceleração dos juros, a persistência da inflação impede que a taxa real caia significativamente, mantendo o Brasil no topo do ranking global de juros reais.
O mercado reagiu com leve alta no ETF EWZ, que opera na Bolsa de Nova York e reflete o desempenho do mercado acionário brasileiro, subindo 0,23% no fim do dia. Enquanto isso, o Federal Reserve dos Estados Unidos manteve seus juros entre 3,5% e 3,75%, mantendo a diferença de juros entre os dois países em patamares elevados.
