O Banco Central reduziu a Selic, taxa básica de juros do Brasil, de 14,50% para 14,25% ao ano, em decisão unânime do Comitê de Política Monetária (Copom). O corte, anunciado nesta quarta-feira (17), é o terceiro consecutivo e segue o caminho traçado pelo mercado, que já esperava a flexibilização. A diretoria do BC justificou a medida como parte de um ciclo de calibração da política monetária, sem sinalizar novos ajustes imediatos.

A redução ocorre em um cenário de incerteza global, com pressão inflacionária ligada ao preço do petróleo, segundo fontes do Money Times. Felipe Salto, economista do UOL, destacou que o patamar de 14,25% mantém juros altos o suficiente para conter a inflação, que tem sido um desafio para o país. A expectativa é de que o BC continue ajustando a taxa conforme indicadores econômicos, com próxima reunião do Copom prevista para 4 e 5 de agosto.

Para o consumidor comum, a redução pode trazer alívio em empréstimos com juros variáveis, como financiamentos imobiliários ou pessoais. No entanto, poupanças e investimentos em renda fixa, como CDBs ou Tesouro Direto, continuarão a oferecer retornos limitados, já que a Selic permanece em patamar restritivo. A manutenção de juros altos também pode impactar o câmbio e a competitividade do país no mercado internacional.