O mercado financeiro revisou para cima suas projeções para a taxa básica de juros no Brasil e agora espera que a Selic alcance 14% ao ano em 2026, segundo levantamento divulgado pela Agência Brasil. A estimativa reflete uma preocupação crescente com a inflação, que também teve suas previsões elevadas pelos analistas. Se confirmado, o patamar seria um dos mais altos dos últimos anos, impactando diretamente o bolso dos brasileiros.

Para o consumidor, a alta da Selic significa juros mais caros em empréstimos, financiamentos e cartões de crédito. Com o custo do dinheiro mais elevado, bancos tendem a repassar o aumento para linhas de crédito pessoal, imobiliário e veículos, tornando o endividamento mais oneroso. Quem depende de financiamento para comprar um imóvel ou carro, por exemplo, sentirá o peso no orçamento.

Do lado dos investimentos, a renda fixa — como CDBs, LCIs e títulos públicos — se torna mais atraente, já que os rendimentos sobem junto com a Selic. No entanto, a alta dos juros também pode frear o crescimento econômico, reduzindo o consumo e os investimentos das empresas. A inflação persistente, por sua vez, corrói o poder de compra, especialmente de famílias de menor renda.

A perspectiva de uma Selic mais alta por mais tempo sinaliza que o Banco Central pode manter uma política monetária restritiva para conter a inflação. Isso afeta desde o planejamento de empresas até as decisões de consumo das famílias, num cenário onde o dinheiro fica mais caro e o crédito, mais escasso.