O senador republicano Bill Cassidy, da Louisiana, declarou não ter arrependimentos por seu voto para condenar Donald Trump no processo de impeachment, mesmo após ser derrotado nas primárias para reeleição — resultado amplamente interpretado como punição política de uma base eleitoral alinhada ao ex-presidente.

De volta ao Capitólio após a derrota, Cassidy foi direto ao ponto: afirmou que apoiar a condenação de Trump "pode ter me custado meu assento, mas e daí?". O senador descreveu o voto como "momentoso", sinalizando que, para ele, a decisão transcendeu o cálculo eleitoral.

A derrota de Cassidy nas primárias republicanas da Louisiana, anunciada em 17 de maio de 2026, ilustra a força da lealdade a Trump dentro do Partido Republicano. Parlamentares que se opuseram ao ex-presidente — mesmo em questões de princípio constitucional, como o impeachment — enfrentaram retaliação direta nas urnas.

Cassidy é um dos poucos republicanos que cruzou a linha partidária para votar pela condenação de Trump. Sua postura desafiadora após a derrota reacende o debate sobre independência legislativa versus disciplina de partido em um cenário político cada vez mais polarizado nos Estados Unidos.