O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a execução de dois mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal nesta quinta-feira (9) como parte da décima fase da Operação Compliance Zero. A investigação apura indícios de uma ação coordenada em redes sociais voltada a comprometer a credibilidade e a atuação do Banco Central do Brasil. Segundo a PF, a operação mira uma possível organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas e ao monitoramento de autoridades ligadas à instituição financeira.
A operação foi deflagrada após investigações que apontam para a existência de um grupo estruturado, cujas atividades incluíam a disseminação de conteúdo supostamente destinado a enfraquecer a imagem do Banco Central. Não foram divulgados detalhes sobre os alvos dos mandados, mas a PF reforçou que a medida visa coletar provas para esclarecer a extensão e os responsáveis pela suposta conduta criminosa.
A decisão do STF reforça o papel do tribunal em autorizar investigações que envolvam instituições federais e figuras públicas, especialmente quando há suspeita de crimes contra a administração pública ou a ordem econômica. A operação ocorre em um contexto de crescente preocupação com a desinformação e ataques coordenados a órgãos reguladores, que podem afetar a estabilidade financeira e a confiança nas instituições.
A Polícia Federal não detalhou se há relação entre os investigados e outros inquéritos em andamento no STF, como aqueles que apuram milícias digitais ou ataques a autoridades. A operação segue em sigilo, e novas etapas podem ser anunciadas conforme o avanço das investigações.
