O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a transferência da custódia de joias apreendidas no âmbito da investigação sobre desvio de bens do acervo presidencial durante o governo Jair Bolsonaro. As peças — que incluem relógios da marca Rolex, colares com pedras preciosas e abotoadoras — serão removidas da Caixa Econômica Federal, em Brasília, e encaminhadas à Alfândega do Aeroporto de São Paulo.
A decisão, tomada nesta quinta-feira (2), tem como objetivo centralizar a gestão dos bens sob a responsabilidade da Receita Federal, conforme os procedimentos aduaneiros e de apreensão previstos em lei. A transferência não altera o status jurídico dos itens, que permanecem sob investigação.
O caso faz parte de uma ampla apuração sobre a origem e a destinação de bens de alto valor que estavam em posse de integrantes do antigo governo. Nenhuma informação sobre a identidade dos proprietários ou a natureza exata das acusações foi divulgada nesta decisão.
