O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de até R$ 119,2 milhões em bens do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto. A medida, divulgada nesta sexta-feira (10), atende a pedido da Polícia Federal (PF) e suspende emendas parlamentares indicadas irregularmente por Valdemar, que não possui mandato desde que deixou a Câmara dos Deputados.
A investigação, desdobramento da Operação Transparência, aponta que Valdemar teria controlado a destinação de emendas parlamentares com auxílio de servidores da Câmara, incluindo Mariângela Fialek, conhecida como 'Tuca', ex-assessora do deputado Arthur Lira (PP-AL). Diálogos obtidos pela PF em celulares de envolvidos reforçam a suspeita de manipulação dos recursos, com indícios de crimes como desvio de dinheiro e associação criminosa.
A decisão do STF ressalta que a prerrogativa de indicar emendas é exclusiva de parlamentares em exercício, o que não é o caso de Valdemar. O bloqueio visa garantir ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam confirmadas. A PF também investiga o papel de outros servidores no esquema, que teria desviado valores por meio de emendas parlamentares.
O caso reforça o debate sobre fiscalização de emendas e limites da atuação de ex-parlamentares na destinação de verbas públicas. A medida cautelar do STF sinaliza a gravidade das acusações e pode impactar futuras investigações sobre o uso de recursos federais.
