O Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu as prioridades de julgamento para o segundo semestre do ano, com foco em temas de impacto direto na política nacional. A pauta da corte inclui decisões cruciais sobre as regras para eleições suplementares, a aplicação da Lei da Ficha Limpa e a análise de um novo código de ética para os ministros.
No âmbito dos inquéritos em andamento, o ministro Alexandre de Moraes determinou um prazo de dez dias para que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, preste depoimento. O parlamentar é investigado por suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, motivada por uma publicação em redes sociais que associava o chefe do Executivo ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em uma situação de prisão.
Além dos processos judiciais, o STF deverá enfrentar demandas administrativas relacionadas ao financiamento e às cotas eleitorais. Grandes legendas, incluindo PT e PL, solicitaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a exclusão das candidaturas majoritárias — Presidência, Senado e governos estaduais — do cálculo dos percentuais mínimos destinados a candidaturas de mulheres e negros. A decisão sobre esses pedidos influenciará a distribuição do fundo eleitoral e a estratégia dos partidos para o pleito.
