O Superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu como meta concluir o processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi até a primeira quinzena de agosto. O prazo foi fixado com o objetivo de encerrar a apuração antes da posse da nova gestão do tribunal. Buzzi é alvo de acusações de importunação sexual e assédio, sustentadas por denúncias de duas mulheres.
A urgência na tramitação interna ocorre em um contexto de maior gravidade institucional: o ministro já se encontra afastado preventivamente de suas funções por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O prazo de agosto refere-se especificamente ao julgamento do recurso apresentado no âmbito do CNJ, órgão externo que supervisiona a conduta da magistratura, e não apenas a uma rotina administrativa interna do STJ.
A condução do caso envolve, portanto, a intersecção entre o processo disciplinar em reta final no STJ e a medida cautelar já imposta pelo conselho supervisor. A definição do destino de Buzzi depende do desfecho desse recurso no CNJ dentro do cronograma estipulado, que antecede a troca de comando na corte superior.
