O mercado de ações brasileiro reagiu com movimentos opostos nesta terça-feira (2) após o anúncio de novas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos importados do Brasil. As ações da WEG registraram queda superior a 2%, refletindo a preocupação imediata dos investidores com o impacto do novo tarifário sobre a companhia. A medida americana estabelece uma taxa de 25% sobre as importações brasileiras, criando um cenário de pressão para empresas exportadoras expostas a esse fluxo comercial.

Em direção contrária à retração industrial geral, o setor siderúrgico apresentou desempenho robusto, impulsionando a alta do Ibovespa, que avançava 1,47% por volta das 12h30, atingindo 174.724,02 pontos. As ações da CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR3) figuraram entre os maiores destaques positivos da sessão. O movimento de alta nessas papéis ocorreu especificamente após a divulgação da decisão do governo dos EUA sobre as tarifas aplicadas a produtos derivados de aço e alumínio.

A reação divergente entre uma grande exportadora de equipamentos e as produtoras de aço ilustra a complexidade da resposta do mercado à nova barreira comercial. Enquanto a WEG sente o peso da medida em sua cotação, as siderúrgicas assumem a liderança dos ganhos no índice benchmark. O cenário reforça a sensibilidade dos ativos nacionais a decisões de política comercial externa, com setores específicos absorvendo o impacto das taxas de forma distinta em tempo real.