A curva de juros futuros encerrou as negociações desta quarta-feira (20) em queda, impulsionada pelo avanço nas tratativas de paz entre Estados Unidos e Irã e pelo tombo nos preços do petróleo no mercado internacional.
O movimento de alívio nas tensões geopolíticas contribuiu para reduzir a aversão ao risco e pressionar os prêmios da curva doméstica para baixo. A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, contrato de curtíssimo prazo e referência para o mercado, recuou 6 pontos-base, encerrando o pregão a 14,075%, ante 14,140% registrados no fechamento anterior.
O comportamento do petróleo reforçou o cenário benigno para os ativos de risco: a queda nas cotações da commodity alivia pressões inflacionárias globais e reduz a percepção de instabilidade nos mercados emergentes, incluindo o Brasil.
O recuo generalizado das taxas ao longo de toda a curva sinaliza que os agentes financeiros responderam positivamente às negociações geopolíticas, abrindo espaço para um ambiente de menor prêmio de risco no mercado de juros brasileiro.
