A curva de juros futuros encerrou as negociações desta terça-feira (19) em alta, pressionada pela escalada dos juros nos Estados Unidos e pelo aumento das incertezas geopolíticas no Oriente Médio.

O movimento nos mercados americanos — com os Treasuries em elevação — contaminou o sentimento dos investidores brasileiros, que adotaram postura de cautela diante dos possíveis impactos do conflito na inflação global e nas decisões de política monetária.

A taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, referência de curtíssimo prazo no mercado doméstico, acompanhou o viés de alta verificado ao longo de toda a curva.

O chamado risco "Flávio" também esteve no radar dos agentes financeiros, adicionando uma camada doméstica de aversão ao risco à já tensa conjuntura externa, reforçando a pressão sobre os contratos de juros futuros negociados na sessão.