No primeiro dia de audiências públicas sobre a proposta de novas sanções comerciais, empresários e economistas brasileiros identificaram um consenso técnico entre especialistas dos Estados Unidos: não haveria motivos fundamentados para a aplicação de uma nova taxação contra as importações do Brasil. As avaliações colhidas durante os trabalhos indicam que a base técnica para a medida é inexistente.

Apesar do reconhecimento da falta de justificativa econômica ou técnica por parte dos próprios americanos, o segmento empresarial e acadêmico concorda que a adoção do chamado "tarifaço" depende exclusivamente de uma decisão política. A implementação da sobretaxa, portanto, estaria vinculada diretamente à vontade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ignorando as conclusões técnicas apresentadas.

O cenário de tensão comercial ocorre enquanto o senador Flávio Bolsonaro está nos Estados Unidos. Segundo registros, o parlamentar chegou ao país no último domingo (5) e acompanhou a partida entre Brasil e Noruega em Washington, antes de participar da audiência sobre o tarifaço. Paralelamente, no Congresso Nacional, o deputado Lindbergh Farias classificou a atuação de Flávio e de seu irmão, Eduardo Bolsonaro, diante das tarifas anunciadas como traição à pátria.