A escalada das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã dominou o início da semana nos mercados financeiros, provocando movimentos distintos em ativos de renda variável e câmbio. Segundo a Exame Invest, os preços do petróleo avançaram mais de 3% após novos confrontos aumentarem os temores de interrupções no transporte do combustível pelo Estreito de Ormuz. Esse movimento de alta na commodity ocorreu mesmo com a ação da Petrobras registrando valorização no pregão.

No mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em queda, refletindo a aversão ao risco gerada pelo cenário de conflito no Oriente Médio. A volatilidade não se restringiu à bolsa local; conforme reporta o Money Times, Wall Street operou sem direção única logo após a abertura, com os índices americanos oscilando sob o peso da mesma tensão entre as potências e o salto nas cotações do óleo. A incerteza geopolítica colocou os holofotes na região, ofuscando momentaneamente outras pautas econômicas, como a expectativa por novos dados de inflação nos EUA.

O impacto da crise também foi imediato no câmbio. De acordo com o Investing.com BR, o dólar subiu ante o real após a confirmação de que EUA e Irã retomaram ataques na região. O movimento de fuga para ativos considerados mais seguros ou a busca por liquidez em moeda forte demonstraram a sensibilidade dos mercados à evolução dos confrontos, que permanecem como o principal fator de risco monitorado pelos investidores neste início de semana.