O governo Trump anunciou um plano para eliminar as restrições estabelecidas pela gestão Biden sobre quatro substâncias PFAS — conhecidas como "químicos eternos" — presentes na água potável, além de atrasar a implementação dos padrões regulatórios para outros dois compostos do mesmo grupo.

A iniciativa foi delineada pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), que propõe reverter normas criadas pelo governo anterior com o objetivo de reduzir a exposição da população americana a essas substâncias persistentes no organismo e no meio ambiente.

A medida gerou críticas imediatas. Opositores condenaram a postura do secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr. e do administrador da EPA, Lee Zeldin, classificando a abordagem dos dois como "hocus pocus" — expressão em inglês que denota charlatanismo ou truque sem fundamento científico.

Os compostos PFAS recebem o apelido de "químicos eternos" por sua alta resistência à degradação natural, permanecendo por décadas tanto no ambiente quanto no corpo humano, e têm sido associados a riscos à saúde em estudos científicos.