O presidente Donald Trump voltou a dominar as manchetes dos mercados nesta quarta-feira (21), acumulando declarações sobre energia, alimentos e geopolítica que movimentaram investidores globais.

No front energético, Trump afirmou querer o Estreito de Hormuz aberto, livre e sem cobranças de pedágio a embarcações. "Temos controle total do Estreito de Hormuz", disse o presidente, reforçando que as negociações com o Irã avançam e que o conflito deve chegar ao fim em breve. A mesma posição já havia sido adotada pelo secretário de Estado Marco Rubio horas antes.

Paralelamente, o governo defende o corte do imposto federal sobre gasolina, medida que, segundo Jarrod Agen, diretor-executivo do Conselho Nacional de Dominância Energética, pouparia 18 centavos por galão para os motoristas americanos. "A guerra contra o petróleo e o gás acabou", declarou Agen à Bloomberg.

Na frente do consumidor, a administração Trump adiou regras de refrigerantes da era Biden, alegando que a mudança vai reduzir custos nos supermercados — embora analistas questionem o impacto real nos preços dos alimentos.

Nos mercados de tecnologia, ações de computação quântica dispararam após o Wall Street Journal reportar que o governo federal pretende disponibilizar US$ 2 bilhões em subsídios e adquirir participações em nove empresas do setor — sinal claro de aposta estratégica na tecnologia de próxima geração.