A União Europeia ampliou nesta semana o pacote de sanções contra a China, mirando setores estratégicos como semicondutores avançados e energia renovável. As medidas, segundo fontes do bloco, visam coibir práticas comerciais consideradas desleais e reduzir dependências críticas em áreas sensíveis. A resposta chinesa foi imediata: restrições às exportações europeias de componentes e tecnologias militares, afetando diretamente indústrias de defesa de países como Alemanha, França e Itália.

As sanções europeias incluem proibições de investimentos em empresas chinesas ligadas a programas de vigilância estatal e limitações à venda de equipamentos de fabricação de chips. A China, por sua vez, alegou que as medidas violam princípios de livre comércio e anunciou controles mais rígidos sobre a venda de itens de dupla utilização (civil e militar) para empresas europeias. O governo chinês não detalhou quais produtos seriam afetados, mas analistas apontam que sistemas de navegação, radares e componentes para drones estão entre os alvos prováveis.

O impasse ocorre em um contexto de crescente tensão tecnológica entre as duas potências. A UE busca reduzir vulnerabilidades em cadeias de suprimentos, enquanto Pequim acusa o bloco de politizar questões econômicas. As restrições chinesas podem atrasar projetos de modernização das forças armadas europeias, dependentes de fornecedores asiáticos para componentes críticos. Até o momento, não houve sinalização de diálogo para reverter as medidas de ambos os lados.