A União Europeia está em discussão sobre um plano para reduzir o comércio com os assentamentos ilegais israelenses no Oeste Bank, segundo fontes consultadas. A iniciativa surge meses após o bloco impor sanções contra entidades e indivíduos ligados à construção desses assentamentos, conforme relatado pelo Al Jazeera. A medida, ainda em análise, visa pressionar Israel por meio de restrições econômicas, embora detalhes operacionais, como a extensão ou forma específica das cortes, não tenham sido divulgados.
A decisão reflete uma postura mais firme da UE em relação às atividades de assentamento, que o bloco considera ilegais sob o direito internacional. As sanções anteriores, aplicadas desde 2021, já incluíram restrições a financiamento e acesso a mercados da UE para grupos envolvidos na expansão dos assentamentos. A nova proposta, porém, focaria diretamente no comércio, possivelmente ampliando as sanções existentes.
Fontes indicam que o plano está em fase de negociação entre ministros europeus, sem compromisso final. A discussão ocorre em um contexto de tensões diplomáticas entre a UE e Israel, que tem criticado as medidas como desproporcionais. A UE, por sua vez, mantém que as ações são necessárias para garantir o cumprimento de acordos internacionais sobre o Oeste Bank.
