A audiência pública que pode determinar os próximos passos da guerra comercial entre Brasil e Estados Unidos tem, até agora, um único representante brasileiro inscrito: Gustavo Pessoa, professor de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisador de riscos no sistema financeiro.
O evento está previsto para 6 de julho e precede a decisão final sobre os termos da disputa tarifária entre os dois países — uma das questões de maior impacto potencial para a balança comercial brasileira no curto prazo.
Pessoa chegou à audiência com posição definida: defende o PIX como instrumento relevante no contexto das negociações e exige que o debate migre do plano político para o técnico. "Temos que sair da retórica", afirmou, segundo o G1.
A baixíssima participação brasileira no processo — um único inscrito — levanta questões sobre o engajamento do setor privado, da academia e do próprio governo em um fórum que pode redesenhar condições de acesso ao maior mercado consumidor do mundo. Audiências desse tipo são, em geral, o canal formal pelo qual agentes econômicos apresentam argumentos técnicos antes que decisões vinculantes sejam tomadas.
O perfil de Pessoa — academia e análise de risco financeiro — indica que a representação brasileira, ao menos por ora, é mais analítica do que empresarial ou governamental. Se outros participantes se inscreverão antes de 6 de julho, as fontes disponíveis não informam.
