As visitas consecutivas de Vladimir Putin e Donald Trump à China podem pavimentar o terreno para uma emergente "coordenação trilateral" entre Pequim, Moscou e Washington — é o que avalia Cui Hongjian, ex-diplomata e chefe de estudos europeus da Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim.
A cooperação energética encabeça a agenda das cúpulas, e o cenário geopolítico incomum de dois líderes ocidentais rivais visitando o presidente Xi Jinping em sequência chamou atenção de especialistas internacionais.
Durante os encontros com Putin, na quarta-feira, Xi Jinping reafirmou posições conjuntas entre China e Rússia. No entanto, o próprio Cui pondera que os Estados Unidos continuam sendo a maior incógnita do possível arranjo, dado o histórico imprevisível da política externa americana sob Trump.
A eventual articulação entre as três potências representaria uma reconfiguração significativa da ordem geopolítica global.
