Vladimir Putin foi recebido em Pequim por Xi Jinping com cerimônia e grande aparato protocolar — apenas dias depois de o líder chinês ter sediado Donald Trump na mesma capital.

O encontro, porém, revela uma assimetria cada vez mais evidente: a guerra da Rússia na Ucrânia torna Moscou progressivamente dependente de Pequim, enquanto líderes ocidentais iniciam um degelo diplomático com a China.

O cenário coloca Xi em posição de força singular. Com Trump de um lado e Putin do outro, o líder chinês transforma-se no eixo de duas relações geopoliticamente sensíveis — e conduz ambas nos seus próprios termos.

A análise é do podcast *The Latest*, do *The Guardian*, em que a jornalista Lucy Hough conversa com Devika Bhat, vice-chefe de notícias internacionais do jornal, sobre o que o desequilíbrio de poder significa para a chamada "melhor amizade" entre os dois líderes.