A XP Investimentos revisou para cima suas estimativas para a taxa Selic e para a inflação ao final de 2026, sinalizando um cenário macroeconômico mais desafiador para o Brasil nos próximos meses.
A corretora, uma das maiores do país, ajustou suas projeções diante do comportamento recente dos indicadores econômicos domésticos e do ambiente externo, que continuam pressionando as expectativas do mercado financeiro.
A Selic, taxa básica de juros definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, é o principal instrumento de controle da inflação medida pelo IPCA — Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, referência oficial do regime de metas.
A revisão da XP reforça a percepção de que o processo de desinflação pode ser mais lento do que o anteriormente esperado, exigindo juros elevados por período prolongado. O movimento acompanha uma tendência de revisões no boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com as principais instituições financeiras do mercado.
As novas projeções da XP têm impacto direto nas expectativas de investidores sobre renda fixa, câmbio e custo do crédito ao longo do ano.
